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terça-feira, 23 de agosto de 2011

Não podemos perder nunca...

Esperança

Saúdo-te, esperança, tu que vens de longe
inundas com teu canto os tristes corações
tu que dás novas asas aos sonhos mais antigos
tu que nos enches a alma de brancas ilusões.
Saúdo-te, Esperança
Tu forjarás os sonhos
naquelas solitárias desenganadas vidas
carentes do possível de um futuro risonho
naquelas que inda sangram as recentes feridas.
Ao teu sopro divino fugirão as dores
como tímido bando de ninho despojado
e uma aurora radiante, com suas belas cores
anunciará às almas que o amor é chegado.
(Pablo Neruda)

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